Amigos,
Encontrei este texto no blog Pensamento Nosso (http://pensamentonosso.blogspot.com.br/2007/06/ser-criana.html).
Além da beleza ao apresentar uma criança, lembra ao adulto que
ele, se assim desejar, pode conviver alegremente com a
sua criança interior ou, quem sabe, resgatá-la para viver
harmoniosamente com ela. Gostei e partilho com vocês.
Escrita por Maria Alice
Estrella que, segundo o mesmo blog, é uma poetisa
gaúcha, que, entre outras atividades, é
cronista
colaboradora do jornal Diário Popular de Porto Alegre,
numa uma coluna semanal.
Beijos,
Rosana
Rodrigues**

"Ser criança é estar de mãos dadas com a vida na melhor das
intenções. É acreditar no momento presente com tudo o que oferece,
é aceitar o novo e desejar o máximo.
Ser criança é estar em constante estágio de aprendizado, é querer
buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
Ser criança é ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em
dia de chuva, é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e
criar histórias.
Ser criança é colar o nariz na vidraça e espiar o dia lá fora. É
gostar de casquinha de sorvete, de bolo de chocolate, de passar a
ponta do dedo no merengue.
Ser criança é acreditar, esperar, confiar. E é ter coragem de não
ter medo.
Ser criança é saber embrulhar desapontamentos e abrir caixinhas de
surpresas.
Ser criança é ter sempre uma pergunta na ponta da língua e querer
muito todas as respostas.
Ser criança é misturar sorvete com televisão, computador com cheiro
de flor, passarinho com goma de mascar, lágrimas com
sorrisos.
Ser criança é habitar no país da fantasia, viver rodeado de
personagens imaginários, gostar de quem olha no olho e fala
baixo.
Ser criança é gostar de sentar na janela e detestar a hora de ir
para a cama.
Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém
corrige.
Ser criança é ser capaz de perdoar e anestesiar a dor com uma dose
de sabedoria genuína e peculiar.
Ser criança é andar confiante por caminhos difíceis e desconhecidos
na ânsia de desvendar mistérios.
Ser criança é gostar de brincadeira, do sonho, do impossível.
Criança é saber nada e poder tudo.
Ser criança é detestar relógios e compromissos. É ter pouca
paciência e muita pressa.
E ser criança é, também, ser o adulto que nunca esqueceu da criança
que foi um dia. O adulto que consegue se reencontrar com a criança
que ainda vive no seu íntimo e mais precioso território. Aquele
pedaço que justifica todos os percalços e que dignifica todos os
tropeços. A ingenuidade restaurada no dia-a-dia e que o transforma
em herói, ao reler as histórias de sua própria vida, narradas pela
criança que o abraça, nas entrelinhas de um tempo que permanece
imutável porque sagrado. O tempo do princípio, da origem, da
própria essência."
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